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Artigo

23/02/2020

Quem escolhe a oficina em caso de sinistro?

      Quem tem seguro auto conta com a certeza de ter amparo no caso de algum sinistro. Mas a dúvida comum é: quem escolhe a oficina?

      A primeira coisa a se saber é que sempre existe a liberdade para a escolha da oficina, tanto se for para o segurado quanto se for para terceiro. Vamos entender melhor:

- No caso de ser segurado

      Os contratos de seguro de automóvel preveem que o segurado tem livre escolha sobre em qual oficina fazer os reparos de seu veículo. Isso significa que ele pode optar por levar numa oficina referenciada ou não-referenciada de sua preferência.

      Todavia, poder escolher livremente não significa poder autorizar o serviço sem o aval da seguradora. Em oficinas de livre escolha, antes de autorizar os reparos, o orçamento da oficina deve ser submetido à seguradora para aprovação. Em praticamente todos os casos essa aprovação requer a realização de uma vistoria por perito da seguradora no local onde encontra-se o veículo.

- No caso de ser terceiro

      O terceiro também tem liberdade para escolher em qual oficina deseja levar seu veículo. O fato de estar sendo atendido como terceiro não influencia nisso já que não existe relação contratual entre terceiro e seguradora, ou seja, a cobertura de terceiros que está sendo acionada trata de um contrato entre causador-segurado e seguradora dele. As previsões contratuais dizem respeito a essas duas partes e não ao terceiro. Além do mais, o próprio segurado tem livre-escolha de oficina e não faria sentido restringir essa possibilidade para o terceiro.

      Apesar de o terceiro pode escolher a oficina que desejar, isso não obriga a seguradora a acatar todo e qualquer orçamento, como acontece para o segurado. Sempre que o terceiro escolhe uma oficina não referenciada, o veículo precisa ser vistoriado pela seguradora e o orçamento da oficina precisa ser analisado para avaliar se os serviços, peças e valores estão de acordo com o que está na apólice do segurado. Estando de acordo, seguradora libera reparos (no caso de perda parcial) ou dá início ao processo de indenização integral (no caso de perda total).

      Se não houver acordo entre oficina e seguradora sobre algum dos três pontos acima, eles negociarão até chegarem a um ponto comum. Essa negociação é normal e no geral ocorre de forma tranquila. Nas exceções em que ocorre algum entrave no qual oficina e seguradora não chegam a um acordo, as recomendações são pedir ajuda ao corretor da apólice para que auxilie na intermediação da negociação.

      Mas qual é a diferença entre uma oficina de livre escolha e uma referenciada? Existem alguma diferenças básicas que podem ser levadas em consideração ao escolher levar o veículo para uma oficina de livre escolha ou referenciada, que são:

1) Negociação e aprovação do orçamento: como já comentado, em oficinas de livre-escolha o orçamento deve ser submetido à seguradora podendo ocorrer negociação entre as partes para que ocorra aprovação. Caso a seguradora considere que os valores estão acima da média de mercado, pode solicitar à oficina para baixar o orçamento; e ainda, caso seu perito discorde de algum dos serviços ou peças previstos no orçamento, também pode negociar este ponto.

      Em oficinas referenciadas, os padrões já são conhecidos pela seguradora, e no geral a aprovação ocorre sem necessidade de negociação. Por conta disso, a aprovação de orçamentos em oficinas referenciadas tende a ser mais rápida.

2) Benefícios relacionadas às oficinas referenciadas: como o processo de aprovação em oficinas referenciadas é mais tranquilo para as seguradoras, muitas delas criam benefícios para incentivar seus segurados as escolherem.

      Muitas concedem descontos significativos na franquia ou diárias de carro reserva. Para saber qual a prática de sua seguradora em específico, consulte seu corretor.

3) Diárias por estadia na oficina: as seguradoras não cobrem cobrança por estadia nas oficinas de livre-escolha. Por isso ao optar por oficina não-referenciada, sempre questione como funciona este ponto.

4) Garantia do serviço: os contratos de seguro auto no geral preveem que a seguradora não se responsabiliza pela garantia de qualidade do serviço realizado por oficinas de livre-escolha. Nas oficinas referenciadas, por se tratar de recomendação da própria seguradora, existe responsabilidade solidária e por isso a garantia também é dela.
 
 

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